Audiência pública da CPI da Câmara de Vereadores de São Borja apresenta resultados sobre o saneamento básico
Na manhã de sexta-feira, 15 de agosto, foi realizada no plenário da Câmara de Vereadores de São Borja a audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura possíveis irregularidades nos serviços de água e saneamento prestados pela empresa Aegea/Corsan no município.
PUBLICADO EM 20/08/2025 - 11:02
Na manhã de sexta-feira, 15 de agosto, foi realizada no plenário da Câmara de Vereadores de São Borja a audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura possíveis irregularidades nos serviços de água e saneamento prestados pela empresa Aegea/Corsan no município. O encontro contou com a presença de dois denunciantes, que contribuíram com informações relevantes para as investigações.
Participaram da audiência os vereadores membros da CPI: o presidente Paulo Cesar Ribas Lopes (Cardeal – PP), o relator Matteus Bronzoni (PDT), e os integrantes Lu Bidinoto (PRD) e Paulo “Orelha” (PT), além do presidente da Câmara, João Carlos Reolon, o vice-presidente Lindolfo Hardt e o vereador Djalma Júnior (PDT). A expectativa era pela presença de representantes da Corsan, o que não ocorreu. Em resposta enviada por e-mail à comissão, a empresa alegou ausência de tempo hábil para realizar o mapeamento do esgoto como justificativa.
Durante a audiência, o presidente da CPI destacou uma das irregularidades apuradas: a cobrança indevida de consumo, decorrente da entrada de ar nas tubulações quando o abastecimento é interrompido. Segundo ele, ao retornar o serviço, o ar é contabilizado pelos hidrômetros como se fosse água, onerando injustamente os consumidores.
Desde o início dos trabalhos, a CPI tem analisado documentos, colhido depoimentos e reunido provas que apontam falhas nos serviços prestados. A próxima etapa será a quantificação dos prejuízos causados à população. O relatório final será encaminhado a órgãos de fiscalização e defesa do consumidor, como AGERGS, AGESAN e Procon. Havendo indícios de crime, o documento poderá ser enviado ao Ministério Público para possível investigação criminal.
A Câmara reafirma seu compromisso com a transparência e a defesa do interesse público, atuando como instrumento de fiscalização em benefício da população. A comunidade aguarda agora a apresentação do relatório final, que trará a dimensão do problema e as providências a serem tomadas.